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POSEIDON

Filho de Cronos e Réia, Poseidon era irmão de Zeus, Hades, Hera, Héstia e De­méter. Como todos os seus irmãos, exceto Zeus, Poseidon foi engolido pelo pai Cronos, mas depois regurgitado. Após deporem o pai e aprisioná-lo no Tártaro junto com os outros titãs, Poseidon e seus irmãos realizaram um sorteio para dividir o universo entre si: Poseidon recebeu o mar, Zeus, os céus e Hades, o mun­do subterrâneo.

No geral, Poseidon é repre­sentado nos mitos como uma divindade turbulenta e som­bria. Seu poder considerável diz respeito, sobretudo, à força bruta da natureza, manifesta nos mares, terremotos, rios, secas, inundações e cavalos. Selvageria reprimida e ira amea­çadora eram algumas de suas principais características. 

 

 

ORIGEM E MUDANÇA 

A dupla associação de Poseidon com a terra e o mar é insinuada no seu nome, cujo significado completo, entretanto permane­ce um mistério. Uma das etimo­logias mais antigas encontra-se no Crátilo, o diálogo de Platão a respeito da natureza dos nomes. Nele, Sócrates afirma que nome "Poseidon" deriva da expressão posí desmón ("obs­táculo aos pés"), em referência ao mar como obstáculo às via­gens a pé, ou então de hó seíon ("aquele que chacoalha").

Os etimologistas moder­nos propõem explicações diferentes. A hipótese mais difundida é a de que as pri­meiras duas sílabas (posei) derivam da palavra grega po­sis, que significa "senhor" ou "marido" e vem do sânscrito pati. Já a última sílaba (don) é mais difícil de decifrar. De acordo com a interpretação mais conhecida, don é uma variante de Da ou Ga, que em grego significa "terra" (daí Gaia, a deusa Terra). Assim, Poseidon seria, literalmente, o "senhor/ marido da Terra", que estaria de acordo com seu epíteto Gaieochos, ou "aquele que segura a terra no lugar", que expressa o seu

 

 

forte poder sobre os fenôme­nos tectônicos. Contudo, há quem acredite ser impossível provar que a sílaba don refi­ra-se à Terra. Nesse caso, o elo entre o nome e os atribu­tos de Poseidon permanece não resolvido.

Venerado por quase 2 mil anos, não é surpreendente que Poseidon tenha mudado consideravelmente de caráter, atributos e poderes ao longo da Antiguidade. As mais an­tigas notícias que temos dele datam, como já foi dito, da Idade do Bronze. Poseidon então ocupava uma posição de destaque. Era associado à potência dos touros, que simbolizavam o poder dos reis de Creta, tal como cristalizado nos mitos do rei Minos e seu filho metade homem, metade touro, o Minotauro.

Passados quatro séculos, o Mediterrâneo oriental tornou-se um lugar bastante diferente.

Os grandes palácios da Idade do Bronze haviam sido des­truídos, junto com as redes comerciais de longa distância que os haviam sustentado. Em seu lugar surgiram pequenas comunidades rurais chefiadas por aristocracias guerreiras. Nesse novo contexto, reencon­tramos Poseidon nos poemas homéricos (século VIII a.C.). A suprema divindade micênica transformara-se em um entre os vários outros deuses olímpicos, os quais ele geralmente respeitava. Submisso à vontade de Zeus, seu irmão mais velho, Poseidon é mostrado na tradi­ção homérica como forçado por Zeus a abrir mão de seus pró­prios desejos, como o de ajudar os aqueus (os gregos) na Guerra de Tróia. Apenas por uma vez Poseidon se opõe a Zeus, e mesmo assim, em companhia de Apolo e Atena.

Na tradição homérica, Po­seidon figura como divindade associada ao mar, embora a representação de seu poder tenha muito a ver com a terra e os terremotos, o que é evidente no seu epíteto ennosigaios, ou "aquele que chacoalha a terra". Mas ele também detém poder sobre as águas, ora causando tempestades, ora acalmando as ondas. Seus poderes sobre o mar são especialmente proe­minentes na Odisseia, onde Poseidon usa as águas para dificultar o retorno de Odisseu, mais conhecido como Ulisses, a ítaca. Ademais, sua esposa é Anfitrite, uma ninfa do mar.

 

ATRIBUTOS E EPÍTETOS DE POSEIDON

As formas de invocação do deus podiam variar, referindo-se às várias características de seu culto. Uma delas era chamá-lo de Poseidon Soter, ou "salvador". Poseidon possui vários epítetos, isto é, títulos pelos quais ele era invocado, sobretudo em c